| Conhecimentos |
| Conhecimentos abrangentes e especializados dos fundamentos e conceitos estruturantes da gerontologia, no âmbito do nível 5 de qualificação. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados dos processos biológicos e fisiológicos do envelhecimento e do seu impacto na funcionalidade e autonomia da pessoa idosa. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados das patologias prevalentes e síndromes geriátricas e das suas implicações na intervenção gerontológica. |
| Conhecimentos especializados das alterações cognitivas, emocionais e comportamentais no envelhecimento, respetivos sinais de alerta e critérios de referenciação. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados dos determinantes sociais da saúde, das políticas de envelhecimento e das situações de vulnerabilidade, exclusão, isolamento e idadismo. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados dos princípios éticos, deontológicos e jurídicos aplicáveis à pessoa idosa, incluindo direitos, consentimento, confidencialidade, proteção de dados e prevenção de maus-tratos. |
| Conhecimentos especializados de alimentação, nutrição e hidratação da pessoa idosa, incluindo malnutrição, desidratação, disfagia e princípios de alimentação segura. |
| Conhecimentos especializados dos métodos e instrumentos de avaliação inicial e multidimensional da pessoa idosa, no âmbito de intervenção do técnico. |
| Conhecimentos especializados dos cuidados básicos centrados na pessoa idosa e dos princípios de observação, monitorização e apoio na gestão de sintomas. |
| Conhecimentos especializados de higiene, segurança e prevenção e gestão de riscos em contextos gerontológicos. |
| Conhecimentos especializados de microbiologia e dos procedimentos de prevenção e controlo de infeção e biossegurança. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados de comunicação terapêutica e relação de ajuda com a pessoa idosa, família, cuidadores e equipas. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados das dinâmicas familiares, do apoio aos cuidadores e dos modelos de intervenção social em gerontologia. |
| Conhecimentos especializados dos procedimentos de recolha, registo, organização, proteção e transmissão de informação técnico-profissional. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados das metodologias de diagnóstico, planeamento, implementação, monitorização e avaliação de projetos com pessoas idosas. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados das estratégias de promoção da saúde, envelhecimento ativo, participação, inclusão social e intervenção comunitária. |
| Conhecimentos especializados de avaliação funcional, reabilitação, mobilidade, ergonomia, prevenção da imobilidade e utilização segura de produtos de apoio. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados dos cuidados continuados integrados, continuidade de cuidados, transições entre serviços, referenciação e articulação interinstitucional. |
| Conhecimentos especializados de farmacologia do envelhecimento, polimedicação, interações, reações adversas e utilização segura dos medicamentos. |
| Conhecimentos especializados de fitoterapia aplicada à pessoa idosa, incluindo evidência, indicações, contraindicações, interações, segurança e limites profissionais. |
| Conhecimentos especializados dos fundamentos e métodos de horticultura terapêutica aplicados ao bem-estar, funcionalidade e participação da pessoa idosa. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados de organização, gestão, empreendedorismo, inovação, qualidade e sustentabilidade dos serviços destinados às pessoas idosas. |
| Conhecimentos abrangentes e especializados de trabalho multiprofissional, articulação em rede, comunicação entre serviços e limites de intervenção dos diferentes profissionais. |
| Aptidões |
| Aplicar técnicas de observação estruturada da pessoa idosa, identificando necessidades, alterações relevantes e sinais de alerta, em situações concretas e sob orientação. |
| Recolher e organizar informação funcional, cognitiva, emocional, social e ambiental, assegurando registo objetivo, rastreável e em conformidade com os procedimentos institucionais. |
| Reconhecer fatores de risco e vulnerabilidade (quedas, úlceras de pressão, desidratação, isolamento, negligência, maus-tratos) e atuar preventivamente dentro do âmbito funcional do técnico. |
| Executar cuidados básicos centrados na pessoa idosa, promovendo conforto, higiene, segurança, bem-estar e autonomia possível, em diferentes contextos de prestação de cuidados. |
| Aplicar técnicas básicas de posicionamento, mobilização e transferência com recurso a princípios de ergonomia e segurança, prevenindo lesões na pessoa idosa e no profissional. |
| Apoiar a marcha e a funcionalidade nas atividades de vida diária, ajustando as intervenções à capacidade atual da pessoa e ao plano definido pelos profissionais habilitados. |
| Implementar medidas de prevenção de quedas e de segurança ambiental em contexto institucional e domiciliário, sinalizando perigos e propondo adaptações simples. |
| Aplicar práticas de prevenção e controlo de infeção (higiene das mãos, EPI, precauções e rotinas), contribuindo para um ambiente seguro para utentes e equipa. |
| Identificar sinais compatíveis com infeção, deterioração clínica ou agravamento funcional e comunicá-los de forma estruturada à equipa habilitada, em tempo útil. |
| Apoiar a alimentação e hidratação da pessoa idosa, reconhecendo sinais de risco nutricional e de desidratação e reportando situações que exijam intervenção da equipa. |
| Reconhecer sinais de disfagia e adotar estratégias seguras durante a alimentação, respeitando orientações, posturas, consistências e protocolos institucionais. |
| Utilizar comunicação terapêutica com a pessoa idosa, família e cuidadores, adaptando a linguagem a défices sensoriais e cognitivos e promovendo uma relação de confiança |
| Gerir interações e situações complexas (ansiedade, agitação, conflito, resistência aos cuidados), mantendo postura profissional, centrada na pessoa e respeitadora da dignidade. |
| Aplicar estratégias básicas de suporte psicossocial, promovendo participação, inclusão, sentido de utilidade e prevenção do isolamento social. |
| Apoiar família e cuidadores, reconhecer situações de sobrecarga e orientar para os recursos e respostas disponíveis, em articulação com a equipa. |
| Colaborar com equipas multiprofissionais, articular tarefas e participar em processos de continuidade de cuidados, assegurando uma passagem de informação rigorosa. |
| Executar registos técnico-profissionais com rigor, clareza, objetividade e confidencialidade, em conformidade com as normas institucionais e a proteção de dados. |
| Utilizar ferramentas e sistemas de informação relevantes para registo e organização de dados, com literacia digital adequada ao contexto profissional. |
| Cumprir normas, procedimentos e protocolos de qualidade e segurança, contribuindo para a melhoria contínua dos serviços e para a satisfação do utente. |
| Reconhecer os limites do âmbito funcional do técnico, solicitar supervisão quando necessário e encaminhar situações que excedam a sua competência. |
| Planear e organizar rotinas de trabalho, priorizar tarefas e gerir tempo e recursos de forma eficiente e segura, em coerência com o plano de cuidados definido. |
| Participar no planeamento, execução e avaliação simples de atividades e projetos de envelhecimento ativo e promoção da saúde em contextos comunitários e institucionais |
| Pesquisar informação técnico-científica pertinente em fontes credíveis e selecionar evidência básica para apoiar decisões e práticas profissionais, sob orientação. |
| Refletir criticamente sobre a prática, integrar feedback de supervisão e desenvolver aprendizagem contínua, promovendo a melhoria do desempenho profissional. |
| Atitudes |
| Respeitar a dignidade, individualidade, valores e preferências da pessoa idosa, promovendo um cuidado verdadeiramente centrado na pessoa. |
| Manter postura ética e deontológica, assegurando confidencialidade, privacidade e cumprimento das normas de proteção de dados. |
| Comunicar de forma empática, clara e assertiva com a pessoa idosa, família e cuidadores, ajustando a linguagem às necessidades e limitações de cada interlocutor |
| Demonstrar sensibilidade cultural e respeito pela diversidade, evitando estereótipos e práticas discriminatórias, designadamente o idadismo |
| Assumir responsabilidade e rigor na execução das tarefas, garantindo qualidade, segurança e consistência nos cuidados prestados |
| Cumprir as normas, procedimentos e protocolos institucionais, assumindo compromisso com a segurança do utente, da equipa e do próprio. |
| Reconhecer os limites do âmbito funcional do técnico e solicitar supervisão e apoio sempre que necessário, prevenindo erros e riscos. |
| Manter atitude proativa na identificação de riscos e na implementação de medidas preventivas (quedas, infeção, integridade cutânea, segurança ambiental). |
| Demonstrar autocontrolo emocional e capacidade de gestão de stress em contextos exigentes, mantendo uma relação profissional segura e estável. |
| Disponibilizar-se para escuta ativa e validação emocional, em particular em situações de sofrimento, perda, luto e vulnerabilidade. |
| Assumir compromisso com a humanização do cuidado, promovendo conforto, bem-estar e autonomia possível, mesmo em contextos de dependência. |
| Demonstrar cooperação e espírito de equipa, contribuindo para um ambiente interprofissional respeitador e orientado para objetivos comuns. |
| Comunicar de forma estruturada e responsável as informações relevantes à equipa, assegurando a continuidade e a segurança dos cuidados. |
| Manter disponibilidade para aprender e atualizar conhecimentos, adotando uma postura de melhoria contínua e abertura ao feedback. |
| Demonstrar organização, pontualidade e gestão eficaz do tempo, respeitando prioridades assistenciais e rotinas institucionais. |
| Manter iniciativa na participação em atividades e projetos de promoção do envelhecimento ativo, inclusão e participação social. |
| Respeitar e apoiar as famílias e cuidadores, reconhecendo a sobrecarga e promovendo uma relação colaborativa e não julgadora. |
| Assumir um sentido de responsabilidade social e comunitária, valorizando as redes de apoio e os recursos do território no cuidado integrado. |
| Manter postura reflexiva, reconhecendo erros, identificando oportunidades de melhoria e adotando medidas corretivas quando aplicável. |
| Assumir compromisso com a segurança ocupacional e o autocuidado, adotando práticas de ergonomia e prevenção de riscos profissionais. |
| Demonstrar integridade e transparência no desempenho, evitando omissões, distorções de informação e práticas inadequadas. |
| Disponibilizar-se para colaborar com diferentes perfis de utentes — incluindo situações de dependência, défice cognitivo, doença crónica e fim de vida — mantendo respeito e serenidade. |
| Manter discrição e postura profissional na gestão de conflitos, reclamações e situações críticas, preservando a relação terapêutica e a imagem institucional. |
| Assumir compromisso com a qualidade do serviço, contribuindo para a melhoria contínua, humanização e satisfação do utente e da família. |